sexta-feira, 16 de setembro de 2011

PICA-PAUS (picídeos)

PICA-PAUS (picídeos) Agarram-se a troncos e galhos, apoiados nas penas caudais rígidas. Muitos tamborilam, isto é, golpeiam a madeira rapidamente com o bico para anunciar seus territórios. Os pica-paus-anões, diminutos não usam as caudas curtas como apoio.

O GÊNERO VENILIORNIS reúne pica-paus pequenos e pouco vistosos, oliváceos  por cima, rajados ou barrados por baixo.
PICA-PAU-CARIJÓ Chrysoptilus melanochloros
Razoavelmente comum, de ampla ocorrência em cerradão, mata de galeria, cerrado e áreas abertas com árvores. Às vezes incluído no gênero Colaptes. Por cima, verde amarelado barrado de preto, testa preta, nuca e bigode vermelhos (este último preto na fêmea).

Face branco creme. Garganta rajada de branco e preto, por grandes pintas pretas. Sozinho ou em casal, alimenta se em árvores e pode descer ao chão, come sobretudo formigas, mas também frutos. O chamado mais frequente é um “kip!” alto e ressonante, que pode repetir várias vezes, o canto, dado a partir de um poleiro elevado, é uma série rápida de notas “kiu”.


PICA-PAU-DO-CAMPO Colaptes campestris

Comum, de ocorrência ampla em áreas abertas. Colonizou pastos e plantações muito melhor que a maioria das outras aves de campo e cerrado. Coroa e garganta pretas, face, lados do pescoço e papo amarelo vivos, bigode pouco visível, salpicado de vermelho no macho e de brando na fêmea.

Por cima, barrado de preto e branco, por baixo branco escamado de preto. Improvável confundi-lo, compare com o pica-pau-carijó, com o qual pode estar junto.



Fácil de ver, muitas vezes no chão, onde pega formigas e cupins; pousa em arvoretas e postes de luz e descansa em mourões de cerca ou cupinzeiros. Aninha em tocas escavadas em troncos, postes e cupinzeiros. Dá chamados fortes e penetrantes, com um “uic, uic, uic” repetido, também, “chãchãchã” rápido, de onde veio outro nome popular, chanchã.


BIRRO Leuconerpes candidus
Razoavelmente comum, de ocorrência ampla em borda de mata, cerrado, áreas agropecuárias e pomares. Às vezes incluído no gênero melanerpes. Olho branco. Pele nua amarela ao redor do olho. Branco com dorso e asas pretos. Estria preta do olho ao dorso, cauda preta, nuca e meio da barriga amarelos. Inconfundível, não há outro pica-pau com tanto branco.

Chamativo e fácil de detectar, prefere ambientes abertos. costumam pousar em troncos secos e em postes de madeira. Vive em bandinhos de 4 ou 5 aves que ocupam grandes áreas de vida. Visto com frequência cruzando áreas abertas, em geral em grupo, num voo alto, menos ondulado que o de outros pica-paus. Alimenta-se de frutos silvestres e cultivados e também de insetos. O chamado característicos, ouvido de longe, é um “huirr” constante e anasalado (de onde vem o nome popular). Muitas vezes  dado durante o voo.


PICA-PAU-DE-CABEÇA-VERMELHA  Dryocopus lineatus
Razoavelmente comum, de ocorrência ampla em mata, capoeira e áreas abertas próximas, é o pica pau grande mais vistos. Crista pontuda, bem visível; olho amarelo claro, bico preto.

O macho preto por cima, com coroa, crista e bigode vermelhos, face cinza e uma linha branca bem característica saído da base do bico pela face  descendo pelo pescoço; duas estrias brancas paralelas costas abaixo. Garganta e papo pretos, demais partes inferiores branco sujas barradas de preto.

A fêmea com  testa e bigode pretos. Solitário ou em casal, percorre todos os níveis da mata, preferindo subir por tronco e galhos grossos, frequenta árvores em área abertas. Voo bem ondulado, com o bico, remove pedaços de cortiça e vasculha dentro de madeira podre, em busca de besouros e larvas, come também formigas e alguns frutos. As vocalizações mais comuns são uma sequenciam rápida e longa de notas “uic”, que começa suave e logo fica mais forte e sonora, e um “kip-grrrr”. Dá um tamborilar forte, com 6-8 notas.





PICA-PAU-DOURADO-ESCURO  Piculus chrysochloro
Escasso, em cerração e mata de galeria, no Pantanal e localmente no N da região. O macho todo oliva por cima, com coroa e bigode vermelhos; longa estria amarela na face.


Por baixo, barrado amarelado e oliva-escuro, vem nítido. A fêmea com cora oliva, bigode preto, na região, é o único pica-pau com barrado tão evidente nas partes inferiores. 



Sozinho ou em casal, visto a qualquer altura na mata e vem baixo em ares abertas. Alimenta-se de formigas e cupins. Em geral silencioso, ocasionalmente dá um chiado abafado, 2-3 vezes em rápida sucessão



PICA-PAU-PEQUENO  Veniliornis passerinus

Relativamente comum, de ocorrência ampla em mata, cerradão e áreas vizinhas com árvores esparsas. Pequeno, colorido apagado, o macho com cabeça cinzenta, nuca vermelha.


Oliva-amarelado por cima, cauda escura. Por baixo, oliva-cinzento com barrado claro indistinto. A fêmea sem nuca vermelha. Sozinho ou em casal, a qualquer altura na mata, frequente em locais abertos e fácil de ver. Não costuma juntar-se a bandos mistos, pousado num pleiro elevado, dá um “kikikiki...” que acelerando.




O GÊNERO CELEUS Celeus flavus inclui pica-paus de crista arrepiada e  bico amarelo. Vive em ambientes florestais e costumam ser poucos numerosos. Em geral detectados só pelas vocalizações fortes e ressonantes.


PICA-PAU-LOURO Celeus lugubris

Escasso em cerradão, mata de galeria e ciliar e capoeira, no Pantanal e arredores. Cor geral marrom-castanha, cabeça pardo-amarelada, exceto pela área marrom ao redor do olho e por um bigode, que é vermelho no macho e marrom na fêmea, rabadilha pardo-amarelada, dorso e coberteiras da asa com um leve escamado pardo.


 O chamando é um “kri-kri-kri” forte e ressonante.

Nenhum comentário: