quinta-feira, 4 de agosto de 2011

GAVIÕES E AGUIAS Aciptrídeos

GAVIÕES E AGUIAS    Aciptrídeos

São aves de rapina diurnas; tem bico em gancho e garras pontiagudas, adaptadas para matar e carregar presas. Fêmeas menores que os machos. A identificação pode ser difícil, dada a grande variação de plumagem.


ÁGUIA-CINZENTA  Harpyhaliaetus coronatus

Rara, de ocorrência localizada em cerradão e cerrado; presente sobretudo em áreas de relevo mais acidentado, com vegetação preservada, uma águia enorme. Adulto cinza-amarronzado, com crista arrepiada e manto mais escuro; cauda curta; preta com uma faixa branca e ponta clara.
Em voo, o adulto tem asas cinzentas com pontas e bordo posterior preto. Imaturo marrom por cima, com face e sobrancelhas branco-sujas. Por baixo, branco–sujo com estrias escuras irregulares, as vezes mais escuro nas laterais do peito, coxas marrom escuras, em voo, o imaturo tem asas vem claras por baixo, com pontas das penas e bordo posterior pretos .
O grande porte é suficiente para a identificação. Pousa em locais expostos, em geral árvores , mas também cupinzeiros ou até no chão, preda mamíferos terrestres e aves e tem hábitos pouco conhecidos. Grito potente, um tanto agudo. Muito raro,  ocorre em baixas densidades, tendo sofrido redução populacional por causa das ações humanas. Provavelmente está mais ameaçada do que a legislação brasileira considera.



GAVIÃO-TESOURA   Elanoides forticatus
De ocorrência ampla, em dossel e borda de mata e capoeira. Bonito e elegante, com longas asas afiladas e cauda muito longa em tesoura. Inconfundível. Cabeça, pescoço e partes inferiores brancos, contrastando com as partes superiores, asas e cauda pretas. De perto, nota-se o brilho metálico azul ou verde, nas costas e coberteiras superiores da asa.

Em voo, coberteiras inferiores da asa brancas, contrastando com primárias pretas. Bastante visível ao sobrevoar a mata, quando pousa no dossel é discreto e em geral passa despercebido. Voo gracioso e leve, com batidas de asa amplas e lentas, alternadas com longos planeios, gregário, é visto em bandos com 5-10 indivíduos, ou até mais. Captura insetos, em voo ou sobre a folhagem, pega também pererecas, lagartos e serpentes. Pode tomar água enquanto passa voando rente a superfície de rios. Em geral silencioso, dá piados e assobios agudos, sobretudo em voo. No verão, migrantes que deixam a América do Norte no inverno do Hemisfério Norte somam-se à população residente, que cria na região.


GAVIÃO PENEIRA    Elanus leucurus

Razoavelmente comum em áreas abertas. Fácil de ver, é mais numeroso em áreas antropicas como pastos e plantações, sua po
o tem aumentado com a expansão da atividade agropecuárias. Adulto com cabeça pescoço e partes inferiores brancos, preto diante do olho, que é vermelho, constas e asas cinza claras com mancha negra no ombro. Cauda branca , longa.

Em voo, asas longas e afialadas, branco por baixo da asa , com penas da ponta orladas de preto e mancha alar preta, jovem com olho alaranjado, estria marrons na coroa e nuca, costas marrons, cauda cinza clara. Muito elegante e inconfundível. Pousa em poleiros expostos, em locais abertos. Voo fácil e gracioso, com amplas batidas de asa. Para caçar, paira no ar batendo as asas, sem sair do lugar (peneirando, daí seu nome popular), o corpo num ângulo de cerca de 45 graus com a horizontal, e inspeciona o capinzal, olhando para baixo, mergulhando ao solo ao localizar a presa, em  geral pequenos roedores.






O GÊNERO ACCIPITER  Inclui gaviões florestais, com asas curtas e arredondadas e cauda quebrada, que lhes  permitem manobrar em meio as copas durante a perseguição a suas presas. O colorido dos dois sexos é semelhante, mais as fêmeas são bem maiores que os machos.
GAVIÃO CARAMUJEIRO   Rostrhamuns sociabilis
Localmente comum em brejos, lagoas e pastos alagados; mais numeroso no Pantanal. Olho vermelho; bico delgado formando um gancho bem curvo, com cera, loros e anel orbital amarelo-vivos; perna de cor laranja-viva.


Macho adulto preto-ardósia, com rabadilha, crisso, metade basal da calda e ponta da cauda branca. Fêmea adulta marrom-enegrecida por cima, com testa e ``sobrancelhas`` brancos-sujos;  garganta branco-sujos; por baixo, bem manchada e rajada de branco-sujo e marrom-escuro; cauda como no macho. Imaturo como a fêmea, mas mais marrom por cima, mais rajado por baixo.







Em voo, asas largas, arredondadas, enegrecidas por baixo no macho, mais marrons na fêmea e no imaturo; pena de voo manchada de branco em especial primaria. Compare com o gavião preto imaturo, com faixas bem visíveis na cauda; também com a forma escura do caracoleiro, com  partes moles de cores diferentes, cauda com padrão distinto.Identificado pelo comportamento; pousa em poleiros expostos (mourões, solo e mesmo fiação) e é fácil detectar. Muito gregário, reuni-se em grupos em locais em que o alimento é abundante e pernoita e aninha comunitariamente. Voo ágil,  sobrevoa devagar lagos e brejos, a baixa altura, em busca de caracóis (em especial do gênero pomacea), seu alimento principal.


Extrai com o bico o molusco da concha, pousando sempre nos mesmos poleiros. Desloca-se de uma região a outra acompanhando alterações no nível da água.Em geral silencioso; pousado, pode dar um ``cahhrrrr`´aspero.
 






GAVIÃO DO BANHADO Circus buffoni
Raro ou escasso, de ocorrência localizada em campos, cerrado, pastos e plantações, na região, parece preferir ambientes secos. Plumagem variável, mas com as penas de voo cinza claras barradas de preto sempre evidenes. Os machos, na forma clara, preto por cima com testa e sombrancelha brancas, branco por baixo com faixa preta no papo, rabadilha branca, cauda com várias faixas cinzenteas. em voo, as asas longas e estreitas, coberteiras superiores pretas .
Na rara forma escura, corpo quase todo preto fosco, asas e cauda como na forma clara. Em voo , silhueta inconfundível. geralmente fisto em voo inclinando-se para um lado e para outro, em geral voa rente ao solo, ao localizar a presa detém-se, circula e arremete com os pés para diante.
O Gênero Buteo inclui gaviões ``típicos`` , de porte médio, com asas largas e arredondadas e caudas largas adaptadas para o voo planado. O correm de preferências em ambientes abertos com árvores esparsas em bordas de mata.
Gavião Carijó     Buteo magnirostris
 
Comum e fácil de detectar, de ocorrências ampla em bordas de e capoeira, e em qualquer ambiente aberto com árvores, inclusive cidades. Ás vezes no gênero Rupornis.  Olho amarelo, de longe parecendo branco; cera amarelo viva, perna amarela. Na maior parte da região, adulto cinza-amarronzado por cima, garganta e papo algo mais claro, este ás vezes com algum ferrugíneo,  peito e barriga barrados de pardo e cinza ferrugíneo. Cauda com faixas cinzentas e pretas. Imaturo parecido, mas tem peito rajado e mais marrom. Em Mato Grosso do Sul marrom-escuro por cima com cabeça e mento enegrecidos; por baixo, acanelados com barras irregulares branco-sujas; cauda com faixas pretas e ecanelados.

Em voo, barrado cinza sob as asas, primarias ferrugíneas . É o gavião mais visto na maior parte da região. Nenhum outro gavião de silhueta semelhante tem ferrugem na asa. Compare com o gavião-pedrês imaturo. Pousa em locais expostos e costuma abanar a cauda para os lados; pode permitir grande aproximação. Em voo, intercala batidas de asas curtas e rápidas com planeios curtos.  Ás vezes plana alto, circulando com urubus em correntes térmicas. É um dos gaviões que mais vocalizam. Pousando, dá um grito de alarme agudo e anasalado, descendente, ``kiiééé``, que mais lembra o grito do carrapateiro em voo (as vezes pousado), da uma serie rápida de notas anasaladas ``ké``.
GAVIÃO PEDRÊS   Buteo nitidus
Escasso em capoeira, bordas e áreas abertas com árvores. Olho marrom, cera e perna amarelas. Adulto cinza por cima, mais claro na cabeça e pescoço, todo com fino barrado cinza escuro,, por baixo, branco co fino  barrado cinza, cauda preta com 2-3 faixas brancas, em voo, asas brancas com leve barrado cinza. Imaturo marrom escuro por cima, face e sobrancelha pardo claras,  bigodes marrom escuro.

Por baixo, branco com manchas e estrias marrom escuras, coxas em geral barradas, pode ter branco na base da cauda, que é preta com 3-4 faixas cinzentas. Adulto elegante, fácil d reconhecer, compare com o gavião carijó, mais marrom. Imaturo identificado pela combinação de porte relativamente pequeno e padrão facial. Prefere matas fragmentadas. Fica muito tempo pousado, a altura variável, e ataca suas presas partindo do poleiro. Plana com frequência, mas não por muito tempo nem muito alto. É mais comum ouvir seu grito de alarme, um “kew” forte, abrupto e claro.
 
GAVIÃO DE RABO BRANCO   Buteo Albicaudatus
Comum, com ocorrência localizada em cerrado e áreas abertas (naturais ou antrópicas ); evita regiões de mata. Cera e pernas amarelas . Adulto, forma clara (predominante), cinza ardósia por cima e nos lados da cabeça, formando um capuz; ombros ferrugíneos bem visíveis. Por baixo, branco com barrada escuro fino nos flancos e coxas; rabadilha e cauda brancas com larga faixa subterminal preta; asas fechadas mais longas que a cauda.




 Em voo, asa longas e largas,  coberteiras inferiores brancas e penas de voo cinzentas. Adulto, forma escura, todo cinza ardósia, as vezes com ferrugÍneo no ombro; cauda como na forma clara. Imaturo variável, marrom escura por cima, com sombracelha clara ``bigode” escura; por baixo, quantidade variável de manchas brancas; cauda cinza pálida, mais clara na base. Compare com a forma clara do gavião de rabo curto, menor, mais branco sob a asa, padrão diferente na cauda.




Jovens em geral identificados pelo ferrugíneo no ombro e/ou branco na base da cauda. Imponente e robustos, tende a pousar baixo, as vezes em moirões ou ate no chão. Ao caçar, pode pairar no ar ``peneirando`` ou usando o vento para sustentá-lo no mesmo lugar, não muito alto, deixando-se cair ao solo detectar uma presa. Também pode planar a grande  altura. Em geral silencioso seu grito é um `` heee,hehe-hehe-hehe...`´. 

 GAVIÃO CABOCLO   Buteogallus meridionalis
Razoavelmente comum, de ocorrência ampla em áreas abertas com arvores esparsas, tanto naturais quanto antrópicas. Grande, com longas pernas amarelas. Adulto com  aparência geral  cor de canela. Partes superiores e asas com alguma mistura com cinza; por baixo, fino barrado preto, pouco evidente; cauda um tanto curta, preta com faixa mediana e terminal brancas. Em voo, asas muito longas e largas, ferrugíneas por baixo, orladas de preto no bordo posterior.
 Imaturo marrom folhiginoso por cima, com testa e sobrancelha branco sujas e manchas pardas ou ferrugíneas na região do ombro. Por baixo, pardo mais escuro, densamente estriado e manchado com  preto; cauda preta com finas faixas pardas. Elegante e chamativo, o adulto é inconfundível. Compare o imaturo com o gavião preto jovem, sem ferrugínea na asa e pernas, mais curtas, e também com o jovem do gavião  asa  de  telha.
 Costuma pousar em mourões e em árvores baixas, às vezes ate no chão. Alimenta-se de pequenos mamíferos, aves, anfíbios, répteis e grandes insetos. Em geral silencioso; da um ``kiuuu``agudo, arrastado e descendente, especialmente em voo, e também um ``kip kip kip``.

GAVIÃO VELHO  Busarellus nigricollis
Comum em brejos, áreas alagadas e beira de lagoas no Pantanal; ausente ou muito menos numeroso no resto da região. Adulto inconfundível, corpo todo ferrugíneo, mais claro por  baixo; cabeça e garganta brancas, contrastantes, com uma meia lua preta, bem evidente, cruzando o papo; nuca e costas com estrias pretas esparsas. Cauda curta preta com faixas finas ferrugíneas perto da base e ponta branca.
 Em voo, asas muito largas e arredondadas, ferrugínas com faixa mediana e bordo posterior mais escuro, contrastes. Imaturo muito mais apagado, mas já com a cabeça pálida contrastante e colar marrom escuro, por cima, marrom escuro manchado e barrado com ferrugíneo; por baixo, pardo-claro manchado e estriado com marrom escuro.







Em geral empoleira baixa a beira da água, precipitando-se sobre peixes em locais rasos ou em meio a vegetação flutuante, as solas do pé providas de espinhos ajudam a segurar a presa. Costuma permitir grande aproximação, sendo um tanto lento e tranquilo. Seu voo, porem, é potente, sobe planando até grande altura. Quando pousado, emite com o bico bem aberto um ``reh-h-h-h`` fraco e rascante, que da uma impressão mal-humorada.

GAVIÃO PRETO   Buteogallus urubutinga
Localmente comum em bordas de matas e cerradão, com frequência perto de água, no Pantanal, menos numerosos no restante da região, embora de ocorrência ampla. Olho marrom; pernas longas, amarelas.
Adulto preto ardósia; cauda com metade basal branca, metade terminal quase toda preta. Em voo, asas largas e arredondadas, pretas por baixa, às vezes com pouco de branco na base das primarias. Imatura, face parda com linha ocular e “bigode”  marrom; por cima, marrom escuro rajado e salpicado de pardo e ferrugíneo; por baixo pardo com barrado grosso marrom escuro, coxas bem barradas;  cauda mais longa que no adulto, cinza com 5-8 faixas pretas, mais clara por baixo. Pousado, o imaturo lembra o jovem do gavião caboclo (cuja plumagem, no entanto, sempre tem algum ferrugíneo, sobretudo na asa).



É um gavião forte e robusto, que preda aves, pequenos mamíferos, anfíbios e até peixes. Costuma planar, as vezes a grande altura. Da um grito arrastado, muito longo agudo, como um apito, ``kiiiiiiiiiiu!``, tanto ousado quando em voo, e também um ``klikliklikliklikliklikli`` apressado e prolongado. 

Nenhum comentário: