sábado, 19 de março de 2016

INAHABUS e CODORNAS

O GÊNERO CRYPTURELLUS inclui inhambus pequenos e médios, de matas e capoeiras, mas não de campo aberto. Na região, tem colorido uniforme, marrom ou cinza. mais ouvidos que vistos, podem se reconhecidos pelo canto.

JAÓ  Crypturellus undulatus

Comum de ocorrência ampla em mata ribeirinha, cerradão, cerrado, capoeiras e capões. único inhambu comum no Pantanal. Olho castanho-claro, fico cinza, pernas cinza-oliváceas. Cora escura; marrom-acinzentado escuro por cima, vermiculado de preto. mais claro por baixo.


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

JURUVAS

JURUVAS (Momotídeos) Aves grandes e coloridas, discretas, que vivem dentro da mata e aninham em tocas cavadas em barrancos. Costuma mover a cauda, que termina numa “raquete”, para diante e para trás.

UDU-DE-COROA-AZUL Momotus momota

Razoavelmente comum, de ocorrência ampla , a baixa e média altura e na borda de mata e capoeira. Cauda longa e fina, com raquetes terminais bem evidente. Coroinha preta, circundada por um “boné”, azul-claro na frente e violeta atrás, larga máscara preta através do olho vermelho. 




Por cima, verde, por baixo, oliva-bronzeado, barriga mais alaranjada, sozinho ou em casal, pousa silencioso e discreto entre a folhagem mais densa e é difícil de detectar, de manhãzinha pode frequentar locais abertos. Come insetos grandes, pequenos vertebrados e frutos e costuma descer ao chão.  

segunda-feira, 17 de junho de 2013

PERNILONGO-DE-COSTAS-BRANCAS Himantopus melanurus


PERNILONGAS são aves elegantes, inconfundíveis, de colorido preto e branco e pernas extremamentes longas. Há duas espécies que se substituem geograficamente.

PERNILONGO-DE-COSTAS-BRANCAS
 Himantopus melanurus

Esguio, de pernas muito longas, vive á beira de lagoas e brejos, em meio a áreas abertas; mais numeroso no Pantanal e mesmo ai de ocorrência localizada. Bico preto, bem fino. Preto por cima, branco por baixo. Coroa e colarinho brancos, manto amarronzado na fêmea.
Mais ainda nos jovens; pernas vermelho-vivas. Em voo asas pretas ; o branco da rabadilha avança pelas costas como uma cunha. Em voo, pernas vem mais longas que a cauda, as vezes pendentes. Fácil de detectar pode formar grupos que caminham pela água alimentando-se. Nidifica em colônias espaçadas, em terreno lamacento ou água vem rasa, em geral a plena vista. Barulhento, nervoso e atento, percebe depressa a aproximação de pessoas e pode ao sobrevoá-las com gritos estridentes. Parecidos a latidinhos, repetidos sem cessar se houver filhotes por perto.

domingo, 28 de outubro de 2012

MAÇARICOS, NARCEJAS e PISA-N’ÁGUAS (Escolopacídeos)


MAÇARICOS, NARCEJAS e PISA-N’ÁGUAS (Escolopacídeos) Vivem no mundo todo (exceto Antártida). Na região são escassos e quase todas as espécies criam na América do Norte, que deixam no inverno boreal para passar aqui o verão austral. A maioria vive perto da água, mas algumas frequentam áreas mais secas. Podem ser difíceis de identificar, pois muitas só estão presentes em plumagem não reprodutiva.

O GÊNERO TRINGA reúne maçaricos elegantes, de pernas logas e bico delgado.


MAÇARICO-SOLITÁRIO Tringa flavipes

Migrante boreal escasso, de ampla ocorrência á beira de água rasa, em geral sozinho. Bico longo e delgado, quase todo preto, pernas oliva.
 
 
Marrom por cima, pontilhado de preto e branco, anel ocular branco; branco por baixo, laterais de pescoço e peito salpicadas de marrom, plumagem reprodutiva, mais salpicada de branco por cima, cabeça e pescoço estriados de branco. Em voo, asas escuras; cauda com centro escuro, lados barrados de branco e marrom. Costuma saudar com a cabeça, em geral ao alarmar-se. Voa com batidas de asa amplas e rápidas, que podem lembrar uma andorinha. Sá um “pi-tuit” agudo e nítido, sobretudo em voo.

CORRUÍRAS (Trogloditídeos)


CORRUÍRAS (Trogloditídeos) Ocorrem no continente americano, com uma única espécie no Velho Mundo. Pequenas e compactas, tem cor geral marrom, muitas vezes com barrado escuro nas asas e cauda. Algumas são bem conhecidas e fáceis de ver, enquanto outras vivem ocultas na folhagem. Todas cantam muito. Na região há poucas espécies.

O GÊNERO THRYOTHORUS  inclui corruíras de tamanho médio. Ocultam-se na vegetação e, apesar das vocalizações fortes e frequentes, são pouco conhecidos pelas pessoas. As espécies que ocorrem aqui são ferrugíneas por cima e pardas ou cinzentas por baixo.

GARRINHÃO-DO-OESTE Thryothorus guarayanus

Razoavelmente comum, em sub-bosque de mata, sobretudo perto d’água. Marrom-ferrugíneo, no S do Pantanal.


CATATAU Campylorhynchus tudius

Razoavelmente comum, em cerradão, mata de galeria e bordas, no Pananal e arredores. Pardo em cima, escamado com mais escuro; sobrancelha branca. Por baixo branco, às vezes com algum salpicado cinzento. A maior curruíra da região.



Em geral vive em grupos familiares com até 6-8 aves, que saltitam e escacalam a ramaria a altura variável. Costuma ser audacioso, e muitas vezes é visto na folhagem de árvores e moitas em sedes de fazendas. 


Canto potente e musical, ouvido com frequência, muitas vezes em dueto. Em geral inclui frases rítmicas e repetidas como “tchucadadu, tcho, tcho” e “thuc-tchu-tchu”,

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

CARDINALÍDEOS


CARDINALÍDEOS  Reúnem cardeais, bicudos e afins, pássaros de porte médio e aparência variada, em geral com bicos robustos. Há controvérsias quanto aos gêneros abrangidos pela família.

Os CARDEAIS (Paroaria) são pássaros de colorido vistoso e  encontramos na beira d’água ou no entorno de sedes de fazendas. Ocorrem três espécies, todas com cabeça vermelho-brilhante, que estão entre as aves mais bonitas da região.

CAVALARIA   Paroaria capitata

Comum, fácil de detectar na beira de brejos, lagoas e rios, no Pantanal. Cabeça vermelha com babador preto, bico laranja vivo. Preta por cima, com meio colar branco; branca por baixo. Jovem com cabeça marrom, “babador” pardo, partes superiores enegrecidas.
 
 
 
Compare com o cardeal, maior, de crista cinza por cima; não ocorre junto com o cardeal-de-goiás; bonito e simpático, é uma das aves mais características do Pantanal e às vezes forma bandos numerosos; costuma congregar-se nas sedes de fazendas pantaneiras para se alimentar de grãos e restos de comida. Frequenta a vegetação na beira d’água, ás vezes aventurando-se nas plantas flutuantes.

CARDEAL  Paroaria cotonata

Escasso, em áreas abertas com arvores, capoeira rala e sedes de fazendas, no Pantanal. Cabeça, longo topete e “babador” em ponta vermelho-vivos, bico quase todo branco.
 
 

 
Cinza por cima, colar na nuca e partes inferiores brancos.  jovem com castanho em vez de vermelho, partes superiores enegrecidas. Bonito, inconfundível; compare com a cavalaria, menor, sem crista, preta por cima. Geralmente em casal ou grupinho, pode formar grandes bandos fora da reprodução; cobiçado como ave de gaiola, em outras regiões sofre declínio populacional pela captura ilegal para cativeiro, que talvez ocorra também no Pantanal. Alimenta=se no chão, de sementes e insetos. Canto, uma sequencia rítmica e variada de frases curtas, um pouco ásperas, mas melódicas.

 

O GÊNERO SALTATOR inclui pássaros grandes, arborícolas, com bico robustos (de cor viva em algumas espécies) e plumagem de colorido discreto. Tem canto forte, bonito e melódico, que emitem com frequência.

SABIÁ-CONGA Saltator coerulescens

Localmente comum, em cerrado, capoeira rala e áreas com árvores esparsas; evita campos sujos. Cinza por cima com sobrancelha branca curta.

 
Garganta parda, delineada com preto; cinzento por baixo, pardo no baixo ventre e crisso. Jovem mais oliváceo, asa em geral com filetes verdes. Chamativo e fácil de detectar pousam em lugares expostos (mais que seus congêneres), sobretudo ao cantar. Alimenta-se em especial de frutos e flores, frequentando comedouros em fazendas e pousadas; não se junta a bandos mistos, canto forte e variável, tipicamente um frase  simples de notas musicais vem enunciadas, em geral com um trinado não ao final.




BATUQUEIRO, BICO-DE-PIMENTA Saltator atricollis

Razoavelmente comum, em cerrado e campo sujo, às vezes também pasto sujo. Bico laranja-vivo com cúlmen preto. Marrom por cima com face e garganta pretas, lados da cabeça cinzentos, pardo por baixo.
 
 
Jovem como marrom-fuligínoso em vez de preto, bico escuro. Colorido vem característico, improvável confundi-lo. Fácil de detectar, costuma pousar no alto de moitas e arvoretas, às vezes cercas, descendo ao solo para se alimentar, até mesmo em estradas de terra. Canto muito diferente dos congêneres, um gorjeio rápido, musical e elaborado, várias aves podem cantar ao mesmo tempo.



 

ARANCUÃS, JACUS e MUTUNS (Cracídeos)

ARANCUÃS, JACUS e MUTUNS (Cracídeos) São aves grandes ou médias, que lembram galinhas. Vivem em mata e capoeira e a maioria é arborícola. Diversas espécies são alvo de caça.

ARANCUÃS DO PANTANAL Ortalis canicollis

ARACUÃS (Cracídeos) São aves grandes e médias que lembram galinhas. Vivem na mata e capoeira e a maioria é arborícola.




Localmente comum em cerradão, mata de galeria e áreas abertas vizinhas, no Pantanal. Freqüenta tanto o chão quanto as copas. Face nua, barbela rósea. Cabeça e pescoço cinzentos, amarronzado por cima, cauda escura, penas externas com ampla ponta ferrugínea, visível em vôo. Peito acastanhado, barriga mais clara. Em bando de até 20 aves, tem o grito inconfundível, potente e rouco, o casal faz dueto e vários casais podem gritar juntos.


CUJUBI (Cracídeos) São aves grandes e médias que lembram galinhas. Vivem na mata e capoeira e a maioria é arborícola.




Razoavelmente comum na mata, cerradão e capoeira (sobretudo no Pantanal). Bico e face nua parcialmente azul claros. Pernas vermelhas, barbela vermelho vivo com mento azul escuro no pantanal do norte e barbela azul mais longa azul clara no pantanal do sul, as duas formas hibridizam em regiões intermediárias. Cor em geral preta, cristas e nuca brancas, mancha branca bem visível nas asas. Em pequenos bandos, pousam em lugares abertos, geralmente bem cedo.






MUTUM DE PENACHO Crax faciolata


MUTUM DE PENACHO (Cracídeos) São aves grandes e médias que lembram galinhas. Vivem na mata e capoeira e a maioria é arborícola.


Raro a comum em cerradão , mata de galeria e capoeira, as populações foram reduzidas pela caça e atualmente só é numeroso no pantanal. Ambos os sexos tem crista bem visível de penas enroladas. 





O macho com cera a base do bico amarelo vivo. Todo preto, barriga branca, penas externas da cauda com pontas brancas. A fêmea com crista bicolor. Por cima preta riscado de branco, exceto pescoço, cauda d com pontas brancas, barriga cor de canela terrícola, refugia se em árvore se assustado. Em casal ou bandinhos, como frutos caídos.