quinta-feira, 13 de outubro de 2011

SAÍRAS

SAÍRAS (Traupídeos) formam um grupo numeroso e muito variado de pássaros pequenos ou médios, exclusivo das Américas. Há espécies muito coloridas e outras bem apagadas, quase todas com vocalizações discretas. Costumam ser comedores vorazes de frutos. Algumas espécies estão entre as mais abundantes da região, enquanto outras são tão raras, e de ocorrência tão localizada que só  os mais dedicados birdwatcher conseguem observá-las. Há grande discussão taxonômica quanto aos limites entre traupídeos, parulídeos, emberizídeos e até mesmo fringilídeos.

Os GATURAMOS são pássaros miúdos, de cauda curta e bico pequeno e robusto, que vivem em matas e outros ambientes arborizados. Antes considerados parentes próximos das saíras, hoje crê-se serem mais aparentados aos fringilídeos. Comem frutos, com predileção por erva de passarinho.

SAÍ-ANDORINHA  Tersina viridis

De ocorrência ampla, mas nômade, em área abertas com árvores e em borda de mata e cerradão, parece deslocar-se seguindo a frutificação de certas plantas. Inconfundível pela silhueta e colorido intenso. Bico largo e chão, em voo, lembra uma andorinha.




O macho azul-turquesa com face e garganta pretas, contrastantes, flancos barrados de preto, meio da barriga brando. 





A fêmea verde-viva, meio da barriga e do peito amarelado, com barrado escuro nos flancos, o macho jovem semelhante, mas com manchas azuis irregulares, que com o tempo vão ficando mais extensas. Sociável, vive em bandos em que sempre há mais aves de plumagem verde. É fácil de detectar. Costuma pousar em locais altos e expostos, e daí levanta voo para capturar insetos no ar, também come frutos e pode aparecer até mesmo em árvores frutificando no ambiente urbano, em praças e ruas arborizadas. Aninha em buracos em troncos ou em barrancos. Chamado, um “tzip” muito agudo, característico.






OS SANHAÇOS estão entre os traupíneos mais bem conhecidos pelas pessoas. Tem plumagem apagada e bico robusto. Arborícolas, vivem em ambientes abertos com árvores, inclusive alterados e em bordas.


SANHAÇO-CINZA Thraupis sayaca
Muito comum, de ocorrência ampla em qualquer ambiente com árvores. Incluindo sedes de fazenda e áreas urbanas. Cinza-azulado, mais claro por baixo, asa com filetes azul-esverdeados.
É improvável confundi-lo. Vive em casal ou em bandinhos que podem junta-se a bandos mistos. Come frutos e insetos, frequenta plantas frutíferas em fazendas e cidades e costuma ser um dos visitantes mais numerosos em comedouros com frutas. Canto, uma sequencia apressada de assobios um tanto estridentes e dissonantes, os chamados tem timbre semelhante.

SANHAÇO-DO-COQUEIRO Trhaupis palmarum

Razoavelmente comum, de ocorrência ampla em ambientes abertos com árvores , capoeira e boda de mata, pode ocorrer em parques urbanos e bairros arborizados. Cor geral oliva, com testa mais amarelada e olho vem escuro, destacando-se. As penas de voo escuras contrastam com as coberteiras oliváceas e a asa fechada parece bicolor, sob luz ruim, pode se a melhor forma de identificá-lo.
Ocorre em pequenos grupos, irrequietos e nervosos, costuma juntar-se a bandos mistos, alimenta-se de frutos e insetos e frequenta comedouros mostra predileção por palmeiras, nas quais pernoita, aninha e procura alimento, fuçando em meio às folhas. O canto e os chamados, estridentes e dissonantes, lembram os do sanhaços-cinza, mas são mais agitados.

PEPIRA-VERMELHA Ramphocelus carbo

Muito comum, de ocorrência ampla em áreas arbustivas, pastos sujos, capoeirinhas e beira de mata, sobretudo perto d´[água, pode frequentar pomares e roças tomadas por mato. O macho tem maior parte da mandíbula branco-fosforescente, muito chamativa.
Colorido marrom-profundo, quase preto, com cabeça , garganta e peiro vermelho bem escuros; a plumagem tem um bonito aspecto aveludado.
 A fêmea, com bico  discreto e mandíbula cinza-clara, tem plumagem marrom-avermelhada por cima e na garganta; rabadilha e partes inferiores avermelhadas, mais claras.
O jovem é parecido co ela. O macho é fácil de identificar, em especial pelo branco no bico, na fêmea menos características, o baixo ventre vermelho, contrastante, é diagnóstico.
Típica de áreas florestais em início de regeneração, é fácil de ver. Percorre a folhagem de moitas e arvoretas em grupinhos agitados de até 6-8 aves; em geral há um só macho adulto por grupo. É visitante regular de comedouros com frutas. Enquanto se deslocam de uma planta frondosa a outra, os membros do grupo mantém contato sonoro, emitindo o tempo todo um “tchip” forte e seco, que denuncia sua presença; o canto, uma sequencia repetitiva de frases musicais curtas e simples, compostas por assobios ásperos, é bem menos frequente e dado  sobretudo ao amanhecer ou pouco depois.




O GÊNERO TACHYPHONUS tem a mandíbula ou a base do bico azuladas. Em todas as espécies, os machos tem colorido predominante preto, com detalhes brancos e ou de cor viva, e as fêmeas tem cor apagada, marrom ou oliva, sendo reconhecidas sobretudo por acompanhá-los.


PEPIRA-PRETA Tachyphonus rufus


Razoavelmente comum, de ocorrência ampla em borda de capoeira, em capoeirinha e pomares; bico cinza-azulado claro, o macho todo preto, com branco sob a asa, visível em voo e quando o macho agita as asas, ás vezes vê se algum branco no ombro, a fêmea todo acanelada, mais clara por baixo.
Vista em casal, raramente junto com bandos mistos, em geral mantém-se entre a folhagem de arbustos e arvoretas, e é um tanto difícil de segui, cruza locais abertos, voando rápido de uma planta a outra. Silenciosa, o canto, pouco frequente é uma frase simples e um tanto musical.





O GÊNERO  HEMITHRAUPIS inclui saíras esquias e arborícolas, os machos são coloridos e fáceis de identificar, as fêmeas são mais apagadas, em tom oliváceo e amarelo.


SAÍRA-DO-PAPO-PRETO Hemithraupis guira


Razoavelmente comum, de forma  localizada, em dossel e borda de mata e cerradão. Bico amarelo. O macho inconfundível, oliva por cima, com baixo dorso laranja e rabadilha amarelos, face e garganta pretas circundadas por amarelo, peito laranja, barriga cinza.
As fêmeas de colorido mais apagado, oliva por cima com tênue sobrancelha e anel ocular amarelo, garganta e papo amarelo-claros, por baixo cinza-claro. É substituída pela saíra  ferrugem a L e S, e suas distribuições parecem não se sobrepor o comportamento de ambas as espécies são bem semelhantes.


SAÍ-AZUL Dacnis cayana

Razoavelmente comum, de ocorrência ampla em qualquer tipo de ambiente arborizado, de mata e pomares e mesmo parques urbanos; parece estar ausente de boa parte do Pantanal, bico afilado, róseo na base; pernas róseas. 





O Macho vistoso, azul-turquesa com garganta e dorso pretos; asa e cauda pretas, com filetes azuis . A fêmea verde-viva, mais clara por baixo, com cabeça azul. Em casal ou grupinhos, percorre a folhagem a qualquer altura, procurando frutinhos e insetos, pode juntar-se a bandos mistos.


CAMBACICA Coereba flaveola

Razoavelmente comum, de ocorrência ampla em áreas abertas com árvores, sedes de fazendas e cidades, parece menos numerosa que em outras regiões. Bico fino, curto e curvo, bem característico, as vezes róseo na base.

Quase preta por cima, com longa sobrancelha branca, manchinha branca na asa e rabadilha amarela; amarela por baixo, contrastando com garganta cinza. Irrequieta e ativa, é fácil de ver, percorrendo a folhagem a qualquer altura, muitas vezes em locais bem expostos. Alimenta-se de néctar de flores e também de pequenos frutos e bichinhos. /costuma visitar bebedouros de beija-flores e ode aparecer em comedouros com frutas.

Nenhum comentário: