quarta-feira, 7 de setembro de 2011

JOÃO BOBO, BICO DE BRASA e seus parentes (Buconídeos)

JOÃO-BOBO, BICO-DE-BRASA  e seus parentes (Buconídeos) aves atarracadas e cabeçudas, de pescoço curto e bico forte com ponta em gancho. O gênero Nystalus inclui espécies de porte médio, com colar na nuca, muitas com bico colorido. Na região, todas têm vozes potentes e características.

RAPAZINHO DO CHACO   Nystalus striatipectus
Relativamente comum em mata seca e capoeira, presente sobretudo em Mato Grosso do Sul. Até alguns anos atrás era considerado uma subespécie do rapazinho dos velhos.

Muito parecido com este, a diferença mais evidente é a presença de estrias pretas em vez de pintas no peito e nos flancos; o colar nuca e a coleira são um pouco mais claros, a face tem estrias mais nítidas. Ambas as espécies têm comportamento semelhante e não parecem ocorrer juntas. O canto típico é um pouco mais curto que o do rapazinho dos velhos. Embora seja bastante parecido, também pode se emitido em dueto pelo casal.



O Gênero Monasa inclui aves de cor geral cinza, com bico vermelho-coral, bem típico. Vivem em mata, sendo detectadas, sobretudo por suas vozes. Aninham em tocas escavadas em aclives e o casal pode ser auxiliado por “ajudantes” ( talvez parentes seus).

BICO DE BRASA Monasa Nigrifrons

Comum, de ocorrência ampla a baixa e média altura em mata. Bico vermelho-coral. Cinza-ardósia, mais escuros na parte interior; testa e mento pretos. Compare com o tangurupá-de-cara-branca, um pouco mais claro, de face branca.


Vive em grupinhos com 4-6 aves. Pousa bem ereto e imóvel, com frequência em galhos e cipós horizontais e expostos. Voa de repente para pegar insetos na folhagem, em ramos ou no chão, seguindo adiante até outro poleiro. Vôo lento, dá umas poucas batidas de asa e então um planeio. Pode estar acompanhado de outras espécies. Costuma ser silencioso, dando a cada tanto uma nota suave ou queixosa; ocasionalmente emite um coro “borbulhante” que dura vários minutos, em geral dado por duas aves (talvez casal) empoleiradas lado a lado. Também é chamado de tangurupará.




ANUS, ALMAS de GATO E PAPA LAGARTAS

ANUS, ALMAS de GATO E PAPA LAGARTAS (Cuculídeos) São aves de silhuetas esguias e cauda longa. A maioria das espécies é solitária e difícil de ver, esgueirando-se entre a folhagem do dossel da mata. Já os anus, muito sociáveis, vivem em ambientes mais abertos e têm repertório vocal variado e fácil de reconhecer. Os cuculídeos são insetívoros e muitos deles têm predileção por lagartas. Os PAPA LAGARTAS, aves discretas e esguias, têm cauda longa graduada com mancha branca na ponta das penas. Ficam ocultos na copa das árvores e nenhum é bem conhecido na região.

ANUS PRETOS São aves fáceis de ver, de cauda longa, plumagem preta e bico robusto, comprimido lateralmente. Muito sociáveis, vivem em bandinhos. Constroem ninhos em forma de taça, volumosos e bem escondidos, que podem ser usados por mais de um casal.

ANU PRETO Crotophaga ani

Abundante, de ocorrência ampla em áreas abertas com árvores e em brejos, mais numeroso em ambientes alterados. Grande bico negro, lateralmente comprimido, com um corcunda ao longo do cúlmen.



Olho escuro todo preto fosco, ás vezes com aparência despenteada. Cauda longa, arredondada, que muitas vezes parece estar meio frouxa. Vive em bandinhos com e-10 aves, pousando em arbustos, mourões e fios comendo insetos espantados pelas reses e at´pe pousando sobre elas, apresar da crença popular, carrapatos não são importantes em sua dieta. Voo pesado e fraco, com batidas rápidas de asa intercaladas a planeio tinceros, pouso desajeitado, com a longa cauda muitas vezes curvando se por cima do dorso. Vocaliza  com frequência, um “uuu-ík?” ascendente, que dá ao alarmar se ou em coo, tem ainda vários chamados queixosos ou cacarejados.
ANU-COROCA Crotophaga major
Comum , de forma localizada, em vegetação arbustiva ao longo de rios, lagos e áreas alagadas. Muito grande, com cauda muito longa. olho amarelado, com claro; bico preto lateralmente comprimido com uma crista elevada na metade basal da maxila, dando-lhe u perfil característico. 





Todo preto com reflexo azul-metálico, com brilho verde--bronzeado no manto e violáceo na cauda. Vive em bandos de 5 a 10 aves que percorrem a folhagem na beira d'água a meia altura, em busca de insetos. Não costuma associar-se a outras aves, mas já foi observado seguindo bandos de macacos.


PEIXES FRITOS Vivem na mata, solitários e discretos. Ambas as espécies, amarronzadas e de coberteiras caudais alongada, são detectadas quase apenas pela voz. Parasitas de outras aves, põem seus ovos em ninhos alheios, de preferência naquelas em forma de taça.

ANU BRANCO Guira guira
Abundante, de decorrência ampla em cerrado, pasto, plantações sedes de fazendas e no entorno de cidades. Por cima, marrom escuro estriado de branco, cabeça parda, olho e bico amarelos ou laranja, crista despenteada, arruivada; baixo dorso e rabadilha brancos.

Branco sujo por baixo, lados do pescoço com estrias marrons esparsas, cauda longa com base e ponta brancas. Inconfundível, uma das aves mais vistas em áreas alteradas; pousa na afiação elétrica e em cercas. Vive em bandinhos em geral com até dez aves (mas podem chegar a 15-20). No frio, as aves dos bandos e aconchegam umas às outras; também pernoitam todas juntas. Alimenta-se no chão, em bando, num  comportamento semelhante ao do anu-preto(página 126), cujos ninhos pode parasitar; há casos em que incubem juntos os ovos! Muitos ruidosos têm vários chamados, entre eles uma série descendente, forte e penetrante, mais assobiado no começo e tremula no final, ”cri-ier, cri-ier, cri-ier, criir, criir”, e um matraqueado agudo e prolongado, em geral dado em voo.

ALMA-DE-GATO Piaya cayana
Razoavelmente comum, de ocorrência ampla em mata, capoeira, pomares e na arborização urbana. Grande, esguia, com cauda muito longa, graduada. Bico esverdeado; olho e anel ocular vermelhos. Por cima, castanho-ferrugíneo uniforme intenso.







Garganta e papo cor-de-canela, contrastando com peito e barriga cinzentos, baixo ventre e crisso pretos. Preto sob a cauda, com grandes manchas brancas na ponta das penas. Sozinha ou em casal, move-se entre a folhagem e salta de galho em galho, às vezes com agilidade de um esquilo (ou de um gato, daí o nome popular).



Não é difícil de ver. Voa pouco, mas às vezes cruza áreas abertas entre árvore e outra, intercalando planeios com algumas batidas de asa. Vocaliza com frequência. Dá uma série de notas "uit!" potentes e penetrantes, que pode repetir por um bom tempo, a partir de um poleiro oculto.

BICO DE AGULHA E ARIRAMBAS (Galbulídeos

BICO DE AGULHA E ARIRAMBAS (Galbulídeos)

Aves esguias, de bico longo e reto e cauda graduada; lembram grandes beija flores. Aninham em tocas em barrancos ou cupinzeiros arbóreos.
BICO-DE-AGULHA Galbula ruficauda
Razoavelmente comum, de ocorrência ampla a média altura, na borda de mata e capoeira, muitas vezes perto de água. Bico bem longo e fino. Fêmea verde dourado por cima. Garganta branca, peito verde dourado; demais partes inferiores ferrugíneas. Cauda verde por cima, ferrugem por baixo.




O Macho com garganta parda;  barriga e crisso mais claros. Inconfundível, único galbulídeo do Pantanal e o único verde do resto da região.


Vive em casal, que pode pousar junto, em ramos e cipós expostos, vigiando os arredores. Sai em perseguição a insetos voadores (vespas, borboletas, libélulas); antes de engolir, costuma remover asas e ferrões. Muito sedentário. O chamado mais frequente é um “psiiit!” penetrante dado pelos dois sexos. Ás vezes repetido e rápida sucessão. O canto do Macho é uma série longa e ascendente de notas “pi” agudas, terminando num triado.                            

MARTINS PESCADORES

MARTINS PESCADORES (Alcedinídeos) Têm bicos fortes e pontudos. No Brasil, todos vivem à beira de água e comem peixes. Criam em tocas que cavam em barracos, em geral perto de água.

MARTINS PESCADOR GRANDE Megaceryle  torquata

Comum, de ocorrência ampla na beira d’água (rios, lagoas, represas); mais numeroso no Pantanal. Maior martim brasileiro; crista arrepiadas, bico volumosos. O macho cinza azulado por cima, colar branco na nuca; por baixo alaranjada cauda cinza barrada de branco.



Em voo, mancha branca na base das primárias; coberteiras inferiores da asa brancas. Fêmea com faixa peitoral cinza azulada, coberteiras inferiores da asa alaranjadas.



 Fácil de detectar; único marfim que voa alto. Pousa a altura variável, muitas vezes mais alto que os outros; costuma erguer e abaixar a cauda. Para pescar, mergulha na água a partir do poleiro. Ruidoso, seus chamados fortes incluem um “crac!” rascante (em geral em voo alto ) e um matraquear rápido ( se assustado), que lhe rendeu vários nomes: matraca, caacaxá, Martim cachá.



MARTIM PESCADOR VERDE Chloroceryle amazona
Razoavelmente comum a beira d’água; mais numeroso no Pantanal. O maior Martim verde, de bico robusto. O macho verde escuro e luzidio por cima com estreito colar branco na nuca; branco por baixo e coleira laranja. Penas externas da cauda com algum barrado branco.


A fêmea com coleira verde interrompida. Sozinho ou em casal, costuma pousar em ramos baixos e expostos. Voo veloz e direto, em geral rente à água. Para pescar, mergulha na água partindo de poleiros ou às vezes, após pairar uns instantes. Ruidoso, dá um cak forte, ás vezes duplo e uma sequencia descendente de notas ásperas e aguadas, terminando num matraqueio.


terça-feira, 6 de setembro de 2011

BEIJA FLORES (Troquilídeos)

BEIJA FLORES (Troquilídeos)
São aves minúsculas cujas asas batem tão rápido que mal se veem. Ágeis, fazem várias manobras de voo, podendo pairar no ar e voar para trás. Muitos têm cores vivas indeiscentes, vistas só em certos ângulos de luz, pois decorem da microestrutura da pena, não de pigmento; em ângulos “errados”, certas partes pretas. Com o bico longo e delgado, sorvem néctar em flores e polinizam muitas plantas; come também pequenos insetos e aranhas. Às vezes são difíceis de identificar, em especial as fêmeas; muitas machos são lindos. Muitas espécies aparecem nas proximidades de casas para alimentar-se em flores ornamentais e garrafinhas de água com açúcar.
RABO BRANCO CANELA Phaethornis pretal

Razoavelmente comum, de ocorrência ampla no sub bosque de mata e cerradão e em áreas abertas vizinhas, inclusive em fazendas e jardins; em geral peto da água. Base da mandíbula é vermelha. Verde metálico por cima, rabadilha canela; penas centrais de cauda com longas pontas brancas. Acanelado por abaixo. Compare com as duas espécies seguintes, bem menores. Único rabo-branco no planalto. Alimenta-se em flores a baixa altura, e pode visitar bebedouros de beija-flores. Voo muito veloz e reto; ao voar, dá um “suít” espaçado.

BEIJA FLOR TESOURA Eupetomena macroura




Comum, fácil de ver e de ocorrência ampla em borda, capoeira, áreas abertas com árvores, sedes de fazenda e cidades. Bico um tanto curvo (2 cm).Cabeça, pescoço e peito azul escuro arroxeados, crisso e longa cauda bi curva (7-9 cm) azuis; resto da plumagem verde escuro.




Macho um pouco menor e mais apagado. Fácil de identificar; na muda, com cauda mais curta, pode ser confundido com a fêmea do bico reto azul, também grande escuro, com cauda bem menos furcada.


Visita flores em árvores e arbustos de espécies nativas e cultivadas; pega insetos no ar, paira diante de teia se de folhagem para capturar bichinhos. Ausente do interior da mata é frequentemente em jardins, nos quais dominantes sobre outros beija flores em bebedouros e plantas floridas. Dá um “tsip” rouco, ás vezes repetido numa sucessão rápida.

 


GÊNERO THALARANIA inclui beija flores florestais de bico um tanto curvo. O Macho e a fêmea apresenta cauda longa em tesoura.
BEIJA FLOR-DE-VENTRE-ROXO Thalurania furcada
Razoavelmente comum, de ocorrência ampla em mata e capoeira. O Macho verde vivo por cima. Testa verde, coroa enegrecida; azul arroxeado no ombro e dorso; cauda azul escura, longa e em tesoura. Garganta e peito verdes; azul arroxeado nas partes baixas.
A fêmea verde vivo por cima, cauda menos furcada, com cantos brancos, por baixo, cinza claro uniforme. Solitário, visita flores a baixa altura, mas pode subir ao estrato médio. Canta pouco, uma série de notas “tsip” fracos.

GÊNERO AMAZILIA inclui beija flores “típicos”, de colorido discreto, bico quase reto e pouco ou nenhum dimorfismo sexual. Vivem em áreas abertas com árvores.
BESOURINHO-DE-BICO-VERMELHO Amazilia versicolor
Comum em áreas abertas com árvores, como o cerrado, bordas, jardins, o beija flor mais numeroso na região. O Macho, bico avermelhado com ponta preta e aparecia geral verde brilhante. Verde dourado por cima, cauda furcada  bronzeada.
A fêmea menos vermelho no bico, linha branca atrás do olho e máscara escura, num padrão único na região, cauda com cantos cinzentos. Garganta branca, cinza por baixo. Em geral sozinho, visita flores a baixa altura. O canto é um “tzz tzz tzz...” repetido depressa.

CORUJAS (Estrigídeos)

CORUJAS (Estrigídeos) São aves predadoras noturnas, geralmente com colorido em torno de marrom. Tem cabeça grande, olhos voltados para diante, bicos em gancho e garras fortes; voo muito silencioso, sobretudo graças à plumagem macia. Além de excelente visão, a maioria tem audição extremamente acurada e consegue capturar suas presas até na escuridão total. Vistas com pouca frequência são mais detectadas e reconhecidas por meio de suas vocalizações.

O GÊNERO ASIO Inclui corujas não florestais, grande.com “orelhas” e com estrido bem nítido por baixo.
CORUJÃO ORELHUDO Bubo virginianus
Escasso, de ocorrência localizada em arvoredos em meio e áreas abertas; de noite, mais frequente em campo abertos. Maior coruja brasileira com “orelhas”, que são longas e bem separadas. Marrom por cima, salpicado de pardo; área facial marrom acinzentada, ornada com preto, olho amarelo. Garganta branca, em geral estufada; por abaixo, barrado com marrom enegrecido e branco sujo.


Ao caçar, pode pousar em poleiros expostos, onde sua silhueta se destaca, mas em geral é difícil de detectar. Captura presa relativamente grande, como ratos e morcegos de maior porte. O canto do macho, mais ouvido ao escurecer e ao clarear, é tipicamente um “hu-hu-hu-hu-huuu” grave e profundo, de cadência típica; em geral é seguido pelo canto da fêmea, semelhante mais grave.  

CORUJA BURAQUEIRA Athene cunicularia


Comum, de ocorrência ampla em campos, cerrado, pastos e até parques urbanos; é a coruja mais fácil de ver. Pernas longas e emplumadas, brancas.

Olho amarelo. Marrom por cima, coroa estriada de braço, costas e asas com pintas brancas. Por baixo, branco-suja barrada e salpicada de branco. Única coruja terrícola, inconfundível. Ativa da e noite. Vive em casais ou grupos familiares. Aninha em buracos escavados na terra, às vezes na base de cupinzeiros. Costuma ficar pousada perto do ninho, no chão, em mourões ou postes de luz, e à aproximação de pessoas ou cães costuma mover a cabeça para cima e para baixo, encarando fixamente o intruso. Dá um grito de alarme agudo, ”quiiii,qui qui qui qui”.


CABURÉ Glaucidium brasilianum
Comum, de ocorrência ampla em capoeira e borda de mata. Miúdo, de olho amarelo, sem "orelhas" e com dois "olhos falsos" pretos na nuca, vem evidentes. Cor variável. Por cima, marrom-ferrugíneo ou acinzentado, coroa rajada, asa com pintas brancas. 


Branco por baixo, coleira na garganta, peito e barriga estriados. Cauda marrom, com barras claras. Pousa em locais expostos, é assediado por pássaros, que constituem suas principais presas.Tem voo rápido e direto. Canta de dia e de noite, uma longa série regular e rápida de notas aflautadas "pu", durando um minuto ou mais. 



ANUS, ALMAS de GATO E PAPA LAGARTAS (Cuculídeos)

ANUS, ALMAS de GATO E PAPA LAGARTAS (Cuculídeos) São aves de silhuetas esguias e cauda longa. A maioria das espécies é solitária e difícil de ver, esgueirando-se entre a folhagem do dossel da mata. Já os anus, muito sociáveis, vivem em ambientes mais abertos e têm repertório vocal variado e fácil de reconhecer. Os cuculídeos são insetívoros e muitos deles têm predileção por lagartas. Os PAPA LAGARTAS, aves discretas e esguias, têm cauda longa graduada com mancha branca na ponta das penas. Ficam ocultos na copa das árvores e nenhum é bem conhecido na região.

ANUS PRETOS São aves fáceis de ver, de cauda longa, plumagem preta e bico robusto, comprimido lateralmente. Muito sociáveis, vivem em bandinhos. Constroem ninhos em forma de taça, volumosos e bem escondidos, que podem ser usados por mais de um casal.


ANU PRETO Crotophaga ani
Abundante, de ocorrência ampla em áreas abertas com árvores e em brejos, mais numeroso em ambientes alterados. Grande bico negro, lateralmente comprimido, com um corcunda ao longo do cúlmen. Olho escuro todo preto fosco, ás vezes com aparência despenteada. Cauda longa, arredondada, que muitas vezes parece estar meio frouxa. Vive em bandinhos com e-10 aves, pousando em arbustos, mourões e fios comendo insetos espantados pelas reses e at´pe pousando sobre elas, apresar da crença popular, carrapatos não são importantes em sua dieta. Voo pesado e fraco, com batidas rápidas de asa intercaladas a planeio tinceros, pouso desajeitado, com a longa cauda muitas vezes curvando se por cima do dorso. Vocaliza  com frequência, um “uuu-ík?” ascendente, que dá ao alarmar se ou em coo, tem ainda vários chamados queixosos ou cacarejados.

PEIXES FRITOS Vivem na mata, solitários e discretos. Ambas as espécies, amarronzadas e de coberteiras caudais alongada, são detectadas quase apenas pela voz. Parasitas de outras aves, põem seus ovos em ninhos alheios, de preferência naquelas em forma de taça.

ANU BRANCO Guira guira
Abundante, de decorrência ampla em cerrado, pasto, plantações sedes de fazendas e no entorno de cidades. Por cima, marrom escuro estriado de branco, cabeça parda, olho e bico amarelos ou laranja, crista despenteada, arruivada; baixo dorso e rabadilha brancos.


Branco sujo por baixo, lados do pescoço com estrias marrons esparsas, cauda longa com base e ponta brancas. Inconfundível, uma das aves mais vistas em áreas alteradas; pousa na afiação elétrica e em cercas. Vive em bandinhos em geral com até dez aves (mas podem chegar a 15-20). No frio, as aves dos bandos e aconchegam umas às outras; também pernoitam todas juntas. Alimenta-se no chão, em bando, num  comportamento semelhante ao do anu-preto(página 126), cujos ninhos pode parasitar; há casos em que incubem juntos os ovos! Muitos ruidosos têm vários chamados, entre eles uma série descendente, forte e penetrante, mais assobiado no começo e tremula no final, ”cri-ier, cri-ier, cri-ier, criir, criir”, e um matraqueado agudo e prolongado, em geral dado em voo.